domingo, 23 de junho de 2013

O Filipe, a Madalena e... mais alguém!

Foi então que tudo aconteceu. Sem que eu desse por isso, à frente dos meus olhos estava um touro negro como uma noite sem estrelas a olhar para mim intensamente. O raio do bicho até inclinava a cabeça de lado para me ver melhor.
«Olá!, tenho companhia», pensei eu.

Na verdade aquilo era um gigante, um camião TIR, um arranha-céus. Um touro matulão, com a única vantagem de estar parado (e de não ter outro entretém senão fitar-me). Imediatamente pensei nas duas miúdas, o «bichano» veio visitar-me sozinho? Não me parecia possível ser exemplar único, onde estariam os companheiros? A ameaçar a Madalena e a Mónica? Foi tudo isto que me cruzou o pensamento, mas por pouco tempo. O touro começou a soprar e a raspar com uma das patas da frente no chão. Não sabia o que havia de fazer. Ficar ali, fugir, virar costas de mansinho, chamar pela Mónica? Gritar por socorro? 

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