A Bia enviou-nos um texto sobre a Mariana que nos deixou a rir.
Vejam lá como a Bia conseguiu atrapalhar todos com uma Mariana incrível:
Na casa da família Machado todos haviam estado doentes. Todos, menos a Mariana, a mais traquinas dos sete irmãos. Durante uma semana, nem pais nem filhos saíram de casa. Para não ter de ir à escola, Mariana fingiu estar doente. Alice mandou Mariana medir a febre com o termómetro, enquanto esta ia preparar um chá.
Mariana, esperta como era, pegou no termómetro e encostou-o ao aquecedor do seu quarto. Quando Alice chegou viu a temperatura do termómetro: 39º de febre! Mariana foi logo recambiada para a cama. Alice preparou-lhe uma canja e um almoço de peixe e batatas cozidas, coisa que Mariana odiava.
Comeu o almoço a custo e deitou-se na cama a ler um livro. Mas ler não a entusiasmava, tinha de fazer alguma coisa: pregar uma partida.
Alice anunciou a Mariana que ia deitar o lixo no caixote da esquina da Rua do Girassol. Aí, acendeu-se uma luz na cabeça da Mariana. O caixote do lixo ainda era um bocado longe, e por isso viu que tinha tempo de pregar uma partida a cada um dos irmãos e até aos pais.
Foi ao quarto do Miguel e do Manuel e fez umas traquinices: ao Miguel furou a bola de futebol preferida com um prego da caixa de ferramentas do pai, e deitou a calculadora do Manuel pela sanita abaixo. Em seguida, entrou no quarto da Mónica e da Margarida e fez o seguinte: escondeu o coelho que os pais tinham dado recentemente à Mónica no armário da sala de jantar e escondeu a Barbie que haviam dado à Margarida no dia de anos. Já no quarto da Maria, Mariana não sabia o que fazer. Olhou para todo o lado e na cama viu o telemóvel da irmã. Agarrou nele e apagou todas as mensagens do J.P. que Maria guardava religiosamente. Acabou o serviço e dirigiu-se ao quarto dos pais, onde também dormia a Madalena. Á pequenina tirou o urso de peluche, à mãe a caderneta do banco e ao pai a chave inglesa que se encontrava na garagem.
Depois do trabalho feito, enfiou-se na cama e esperou pela Alice.
Entretanto os irmãos e os pais chegaram a casa. Pousaram as pastas e os casacos e foram para os quartos.
Quando aos pais chamaram para jantar todos os irmãos chegaram à mesa a barafustar uns com os outros:
– Furaram a minha bola! – disse o Miguel.
– Não sei da minha calculadora! – queixou-se o Manuel.
– Ucho! – choramingou a Madalena pedindo pelo urso.
– A minha Barbie! – gritou a Margarida.
– As minhas mensagens foram apagadas! – queixou-se a Maria.
Para não ficar atrás a Mariana disse também:
– O dinheiro do meu mealheiro foi-se!
– O meu coelho sumiu! – lamentou-se a Mónica.
O Mateus e a Teté tentaram acalmar os filhos mas tudo começou de novo:
– Alguém mexeu no meu telemóvel! – disse a Maria.
– Esta casa é uma barafunda! – criticou o Miguel.
Os pais entreolharam-se. A Teté afirmou:
– Realmente, Mateus, também não sei da minha caderneta do banco.
– Pois Teté a minha chave inglesa também evaporou.
No meio do caos, irrompeu Alice com um caixote de arrumações nas mãos. Depois de todos se calarem, Alice interveio:
– Estive a fazer umas arrumações nos quartos e encontrei estas coisas.
Nesse momento Alice tirou da caixa uma Barbie, um urso de peluche, um prego, uma caderneta do banco e uma chave inglesa.
Naquele instante ouviu-se um barulho que parecia vir do armário dos panos. A Mónica aproximou-se e abriu o armário. De lá saiu o seu coelhinho aos saltos.
Toda a família se virou e gritou:
– Mariana!